As 4 horas da tarde de domingo, 14 de março, a Galeria do Clube dos Diários abrirá com exposição plástica e Fotográfica, durante o evento Diversos. Estarão expostas fotografias de João Henrique (cronicasepoesias.blogspot.com) e Patrícia Basquiat (caixafotografica.blogspot.com) e telas do artista plástico Joniel Veras. A exposição fotográfica procura o lúdico no espaço urbano. Apresenta cores, linhas, círculos, sempre com um tom poético. A arte de Joniel Veras chama atenção a primeira vista, pelo traço, e cores. Suscita emoção e singeleza. Encanta ao primeiro contato.

Hugo dos Santos/ cantor e compositor
A Sala Torquato Neto, que em passados mais glórios já recebeu nomes da grandeza de Jorge Mautner, apresenta as Bandas Trinco e Cine Rex Brasil. Trinco é a banda do talentoso compositor Hugo dos Santos. Apresenta um pop maduro e consistente que vai deixar muitos hits por pelas bocas do público [você vai se pegar cantando]. A banda Cine Rex Brasil, traz o desde o nome, uma sonoridade cinematográfica. Musica e imagens embalarão as poucas pessoas que conseguirem entrar na Sala Torquato Neto [ingresso limitado].
O Diversos é uma alternativa ao Faustão, a música do visinho, a ressaca e outras coisas que povoam os domingos. Um programa Diverso e autoral. Um domingo com outras cores e sons. A partir das 4 horas da tarde. Não falte.
- o mundo se move, mova-se!
Igreja São Benedito
Teresina, Piauí
foto: João Henrique
.jpg)
foto: João Henrique
__________________________________________
João Henrique Vieira, escritor e jornalista
joaohenriquesventura@hotmail.com
+ www.cronicasepoesias.blogspot.com
Como tudo as vezes pode parecer engraçado. Eu assistindo a um documentário sobre os Baianos e os Novos Caetanos. Um material raro de início de carreira. Então passa uma cena de uma massagem num dos integrantes, durante um ritual. Eu ali, sentado, olhando e me perguntando o porquê daquilo. Que deslumbre artístico pode haver nisto?
Chego em casa. A Globo tenta me dizer que é emocionante ver o Roberto Carlos cantando junto com a Calcinha Preta num especial de natal. Olho para minha mãe.
- a Globo é muito forte, né mamãe? A senhora ainda se emociona com o Roberto Carlos?
- não. Mas hoje vai ter a Calcinha Preta. Vai ser engraçado.
É, a globo ainda não tirou o senso de humor de minha mãe. Entra a banda. O Roberto sorrir. Apresenta a banda, que começa a tocar um forró do tipo, “você não vale nada, mas eu gosto de você”. Foi até engraçado.
O Roberto sorrindo. O que ele estaria pensando ali. Querendo que acabasse, porque nem ele mesmo aguenta mais aquele especial. Ou estaria preocupado com a hora em que devia entrar e tentar acompanhar aos gritos, “você não vale nada, mais eu gosto de você”. E não saber para quem aquela frase servia mais. Se para ele, ou pra banda que talvez também não aguentasse mais aquelas mesmas canções. É, minha mãe estava certa. Aquilo era ao menos engraçado.
Fui até fora de casa. Olhei a rua vazia. Pensei em como as vezes tudo pode parecer engraçado se você não acredita no que vê. Fiquei olhando minha rua vazia. Num dia 25 de dezembro. Pensei nos outros. Eu detesto grande parte das pessoas. Mas tento sorrir e ser simpático, ao menos quando tenho paciência.
Tudo as vezes pode parecer extremamente engraçado mesmo. Eu posso achar muito importante pensar em quantas pessoas eu conheço e não sei o nome. Ou quantas pessoas conhecem o Roberto Carlos? Quantas pessoas estavam assistindo Roberto Carlos e a Calcinha Preta na mesma tela, na mesma canção.
- mãe, a Globo é muito forte.
- é, meu filho. E muito engraçada.
Noutros tempos o Roberto cantava com o Caetano Veloso. Hoje se desespera tentando acompanhar gritando “você não vale nada, mas eu gosto de você”. Existe muita coisa risível no mundo. Há pouco, conversando com minha avó, ela me disse, “o tempo é do mesmo tamanho, mas passa diferente”. Minha avó é filósofa e nem sabe.
É, as vezes tudo pode parecer engraçado.
____________________________________________
joão henrique vieira, escritor e jornalista
joaohenriquesventura@hotmail.com
+ www.cronicasepoesias.blogspot.com
mundo cão. mundo calmo
.jpg)
foto: joão henrique
___________________________________________
joao henrique vieira, escritor e jornalista
joaohenriquesventura@hotmail.com
+ www.cronicasepoesias.blogspot.com
bruna de oliveira
.jpg)
foto: joão henrique
______________________________________________
joão henrique vieira, escritor e jornalista
joaohenriquesventura@hotmail.com
+ www.cronicasepoesias.blogspot.com
toda a esquisitice do ser
a estética em devaneio
o branco que a memória vê
a melodia e o passo
- a maquinaria do mundo me enferruja por dentro
a tal coisa real não passa de imaginação realista
o corpo trêmulo e o pensamento embriagado estão cheios de razão
_________________________________________
joao henrique vieira , escritor e produtor artístico
cronicasepoesias.blogspot.com
- essa música é massa...
- é.
- eu adoro essa banda...
- eu também. Quer dizer eu gosto da banda que fez a música. Essa cópia é só mais uma cópia. Pálida e sem vida, feito todas as cópias...
- mas é legal.
- legal? Legal não diz nada. Não quer mesmo dizer nada. Legal me parece mais uma zombaria que um elogio.
- pode ser...
- tu conhece alguma grande banda cover que entrou para a história?
- ... não...
- nem eu, mas o foda é que parece que só eu percebo isso.
- mas é bom de ouvir numa festa, pra dançar, e tal...
- isso é carência, meu caro... ouça seus CDs em casa. Não temos tanto tempo de vida assim pra perder tempo consumindo quentinha musical.
- e porque que tu tá aqui?
- sei lá, vim me divertir olhando a agonia de uma imitação.
- agonia?
- é. Olha aí, o cara tenta tocar igual, se mexer igual, coçar os ovos igual, suar e tirar o suor da testa, do mesmo jeito, isso muito divertido, apesar de ser agonizante.
- de certa forma... mas o público gosta.
- o público? A que se exploda o público, que vão curar suas carências em casa. A vida é única e urgente. Artista tá virando mico de circo, fazendo as maiores estripulias pra arrancar um sorriso do público. Isso é bastante sádico...
- tua acha?
- não sei. Talvez eu seja apenas mais um chato na festa. Mas sinto que não há sentido nisso tudo.
- nisso o quê?
- em toda essa xérox. O mundo se move com o novo. Com o gozo da criação, a epfania, a iluminura. Me sinto num eterno retorno,vendo o Nietzsche tapar o ouvidos, sofrendo com essa música muito mais que com as dores de cabeça.
- pode crer, essa é boa.
- que se dane se o público é covarde, o novo sempre vem, como diria Belchior. Com medo ou sem medo é preciso saber que o novo sempre vem. A vida é urgente!
- a vida é urgente, isso é verdade.
- então vamos sentar e beber alguma coisa. Quando chegar em casa eu escuto essa música.
- de boa. Tu tem esse CD?
- acho que sim, se não tiver emprestado.
- beleza. Copia pra mim depois.
- na hora... esse tipo de cópia ta valendo.
___________________________________________
joão henrique vieira, escritor e jornalista
joaohenriquesventura@hotmail.com
+ www.cronicasepoesias.blogspot.com
Olá! meus caros,
não tropecem na pedra do cotidiano, a vida não se resume a xérox,
tem um monte de coisa rolando por aí, e o que vocês sabem?
escutem;
leia; vejam
- e com atenção!
Arte arte arte até!
criar arte cria da arte
- arte até mais -
_______________________________________
joão henrique vieira
joaohenriquesventura@hotmail.com
+ www.cronicasepoesias.blogspot.com
AV. Frei Serafim/ Teresina, PI
Foto: João Henrique
Afinal de contas, pode ou não pode?
Mas, onde andarão os ciclistas se não tem ciclovias?
_______________________________________________
joão henrique vieira, escritor e jornalista
joaohenriquesventura@hotmail.com
+ www.cronicasepoesias.blogspot.com
Bairro Marquês / Teresina, PI
foto: joão henrique
_________________________________________________
joão henrique Vieira, escritor e jornalista
joaohenriquesventura@hotmail.com
+ www.cronicasepoesias.blogspot.com